STF avalia concessão do BPC para mulheres vítimas de violência doméstica

STF avalia concessão do BPC para mulheres vítimas de violência doméstica

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, no dia 8 de agosto de 2025, o julgamento virtual sobre o Tema 1370, que pode garantir o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) a mulheres que sofrem violência doméstica e precisam se afastar do trabalho sem vínculo previdenciário.

Relator abre o processo com voto favorável

O ministro Flávio Dino, relator do caso, foi o primeiro a se manifestar. Ele votou a favor de manter algum tipo de auxílio previdenciário para essas mulheres, defendendo que o BPC seja concedido durante o período em que estão afastadas das funções laborais por causa de violência doméstica.

Outros ministros acompanham manifestação

Até o momento, formou-se uma maioria favorável ao benefício. Acompanharam o voto do relator os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, consolidando um entendimento progressista dentro do plenário virtual.

Competência judicial e repercussão geral

A decisão do STF também definirá que a Justiça estadual, inclusive no âmbito penal, possui autoridade para determinar o afastamento remunerado dessas mulheres, podendo obrigar o INSS ou os empregadores a arcarem com os pagamentos. O julgamento tem repercussão geral, o que significa que o entendimento firmado servirá como base para casos semelhantes no futuro, conferindo uniformidade às decisões judiciais sobre o tema.

Afastamento e direitos garantidos

A Lei Maria da Penha assegura a estabilidade no emprego por até seis meses às mulheres que precisam se afastar do trabalho por medidas protetivas. No entanto, a nova análise do STF pode ir além, ao garantir a manutenção da renda dessas mulheres por meio do BPC, mesmo na ausência de vínculo formal com a Previdência.

Situação atual do julgamento

O julgamento virtual, iniciado em 8 de agosto, deve ser concluído até o dia 18 de agosto de 2025. A aprovação ou não do benefício nesse formato digital será decisiva para ampliar a rede de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Resumo em destaque:

Tema Detalhes
Início do julgamento 8 de agosto de 2025, via plenário virtual
Relator Ministro Flávio Dino – voto favorável ao BPC para vítimas
Ministros favoráveis Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Dias Toffoli
Competência definida Justiça estadual pode ordenar o afastamento remunerado
Repercussão geral Decisão valerá como precedente para casos similares
Possível impacto Garantia de benefício assistencial mesmo sem vínculo previdenciário
Prazo de julgamento Conclusão prevista até 18 de agosto de 2025